Sábado, Outubro 11, 2003

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Eu sou a favor

Eu sou à favor da reforma do Judiciário. Apesar de alguns juízes , magistrados e outros sentirem seu poder diminuído e orgulho ferido com essa possibilidade.


Eu sou à favor do Programa Fome Zero, e acredito que somente um nordestino poderia tê-lo concebido.E creio que seja algo viável, apesar dele ser criticado por políticos, que conseguem favores, votos e verbas às custas da fome e da miséria do povo sertanejo. Igualmente duvido das críticas da Igreja, porque ela também costuma angariar donativos para os "pobrezinhos famintos" e gosta de ser a suprema senhora da caridade que, no entanto, é coisa do povo bondoso brasileiro: bondade que independe de fé. E também duvido dos intelectuais que criticam a metodologia e inviabilidade do Fome Zero, porque se trata de uma idéia muito simples: olhar para o lado e ver o próximo. Imagine o seguinte: se cada pessoa que fosse comer olhasse para o lado e desse de comer a uma faminto,saciaria-se a fome. Agora vamos imaginar toda uma nação fazendo isso, através das instituições, organizações e empresas.Adeus fome, tchau miséria. Simples assim.


Eu sou à favor de restruturar a nossa polícia segundo o padrão norte-americano. Quem conhece sabe; quem sabe, conhece.


Acredito que o Estatuto do Idoso seja um passo importante, e que forme o par perfeito com o Estatuto da Criança e do Adolescente.Resta reformular o conceito de creche - que deve ser um local para pensar no futuro, sem se esquecer do presente - e também renovar os asilos - que devem ser locais para pensar no presente, sem se esquecer do passado.


Acho excelente a indicação do nosso presidente ao Prêmio Nobel da Paz, e muito bom que o Brasil lidere o G -21, e que pleiteie uma cadeira no Conselho de Segfurança da ONU. Podemos fazer tudo isso devido à nossa tradição de pacifistas.

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Teste

teste

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Template mudado e ainda em fase de acabamento e testes. É tempo de vocês darem algum palpite. Depois, calem-se para sempre...

Quinta-feira, Outubro 09, 2003

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Plágio ou inspiração?

Algo me irritou profundamente hoje, apesar de que já era de se esperar.Trata-se do texto abaixo, do grupo literarte, do qual eu participo como observador. Obviamente um plágio de um texto meu, que fizeram porque obtiveram o texto de duas prováveis fontes: ou através da internet, ou através de cartas à Raelis. Compare-os


Mensagem: 2
Data: Tue, 16 Sep 2003 14:26:40 -0300
De: "Patricia Santos"
Assunto: Suruba Silábica


Muito bom...


Pat ("Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra
não faltar amor" - Marcelo Camelo) www.onzedias.blogger.com.br
ICQ: 225719398


Suruba silábica


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele
artigo se encontravam no elevador.


Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com
alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo
era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas
com um maravilhoso predicado nominal.


Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário
dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanático por leituras e filmes ortográficos.


O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos,
num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa
oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.


O artigo feminino deixou as reticências de lado, e
permitiu esse pequeno índice.


De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar
alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre
parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só
que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do
substantivo.


Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela
em seu aposto.


Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio,
ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo
para ela.


Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele
começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi
usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a
um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar
num transitivo direto.


Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e
ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa
pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria
entre os dois.


Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda
era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo
ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletrada em
seu apóstrofo.


É claro que ela se deixou levar por essas palavras,
estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o
comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz
ativa.


Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele
foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa
próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia
tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e
segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da
passiva, ele, todo paroxítono, sentindo o pronome do seu
grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.


Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo
auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou
dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram
gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e
exclamativas.


Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica,
ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus
advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se
olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por
todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou
o seu adjunto adnominal.


Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem
comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando
dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo
do sujeito apontado para seus objetos.


Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo
do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma
mesóclise-à-trois.


Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um
ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e
culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.


O substantivo, vendo que poderia se transformar num
artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo,
resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo
auxiliar pelo seu conectivo, jogou pela janela, e voltou ao
seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o
artigo feminino colocado em conjunção coordenativa
conclusiva.


autor desconhecido


versus



O verbo que brigou com a gramática


Você é a minha metáfora de amor... dentro da qual quero ficar elíptico sob os lençóis ,fazendo silepses de gêneros num pleonasmo vicioso repleto de hipérboles até que suspires os seus zeugmas saciada.
É polissíndeto,eu sei mas insisto: você é a minha alegoria, mesmo quando se perde em anacolutos e anástrofes fúteis, confundindo-se em hipérbatos. Contigo eu jamais cometeria uma sinédoque, mesmo que contra mim cometas uma metonímia em um momento de interrogação qualquer em que uma comparação entre mim e outro torne-me um eufemismo .
É hipérbole, dizes, mas o que posso fazer se é o que sinto na gradação dos dias que passamos juntos? Eu exclamo que a amo e você acha ironia e me ataca com antíteses que resultam em convenientes catacreses.
Quando eu lhe presentei com prosopopéias para alegrarem os seus dias,você agradeceu com doces perífrases e antonomáias, que no entanto não me iludiram...havia algo de barbarismo no que você dizia, uma cacoépia quase imperceptível denunciou que um estrangeirismo ameaçava a nossa sintaxe. Mas por você, eu suporto qualquer hibridismo, eu aceito até um solecismo ;dane-se o que dizem os outros, eles são apenas plebeísmos que só vêem ambigüidade e cacófatos pleonásmicos em tudo.
Desculpe aquela colisão no pretérito imperfeito, mas os meus afixos não são de aço e o hiato daquele italianismo me fez perder a cabeça... e afinal, o que é pretérito é pretérito.
Enfim, Gramática, espero que me perdoe e não me julgue irregular e possamos continuar produzindo o nosso eco por muitos anos...


Sinceramente,
Verbo.


Gregory Grimaud


Sugiro uma leitura deste link abaixo, onde estão publicados alguns textos meus. Parece que o texto suruba silábica se assemelha muito com o Verbo que brigou com a gramática, de minha autoria, que alguém encontrou por estranha coincidência no mesmo blog onde está um texto meu inspirado no texto de Fabio Caim, membro do literarte, veja...


http://quatro_ventos.blogger.com.br/2003_05_04_archive.html




Esse texto foi publicado simultaneamente no Tempestade de Areia, Areias ao Vento e no Aos 4 Ventos.

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Fim de romance

Fim de romance


Depois de muitos anos o antigo amor de infância que eu tinha comigo mesmo está se enfraquecendo. O amor próprio que eu tinha se enfraquece a cada dia. Isso porque hoje conheço todos os meus defeitos; e não são poucos, além de superarem em muito as minhas qualidades. É claro que qualidades não se medem em quantidades, senão não se chamariam qualidades.


Está vendo? Eu fiz de novo, ma perdi num monólogo fútil, num solilóquio loquaz , fazendo um joguinho idiota de palavras, de novo; eu odeio isso em mim, mas por mais que eu peça, eu não paro com isso.


Descobri todas as minhas traições: tive muitas namoradas e me traí com todas, mas elas não foram em número suficiente para acabar com a minha solidão.


Tive dinheiro para comprar um carro, mas preferi pagar as contas atrasadas e continuar sendo um pedestre. Estive em várias academias , em diversas modalidades de luta, mas não quis aprender nada, e resolvi erguer halteres o suficiente para me tornar grande, mas não o bastante para ter uma estética perfeita.Eu me abandonei.Me tornei maior por fora do que por dentro, e em nenhum dos dois planos sou grande o suficiente.


Andei por becos escuros nas cidades,em segredo. Entrei em lugares proibidos, participei de rituais sinistros, mas não finquei pé em nenhuma fé.Descobri assim que não acredito em nada e que duvido de tudo e, principalmente, que não posso confiar em mim.


Eu já me deixei sozinho em finais de semana e em noites chuvosas. Esqueci do meu aniversário, roubei as minhas próprias economias e menti para mim mesmo. Agora chega.


Demorei três décadas para me conhecer, e agora descubro que continuo sendo um completo desconhecido.


Fim de caso, vou dar um tempo.Como eu sei que eu não aceito tempo, eu termino comigo mesmo, está tudo terminado. Eu pego essa aliança vagabunda de camelô que eu me dei e eu vou embora para nunca mais voltar. E eu não vou ficar com a coleção de quadrinhos, ela é minha.


E não adianta eu me agarrar no meu pé implorando perdão. Isso é ridículo, se enxerga, cara...você não tem espelho em casa?


Leia os meus lábios: a-ca-bou....

Domingo, Outubro 05, 2003

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Sereia

Há dias vem circulando e-mails pela internet sobre uma suposta sereia que teria sido encontrada nas ilhas gregas. Algo de familiar naquela imagem despertou a minha atenção, posto que já a conhecia. Ribert Ripley - o pesquisador e aventureiro que inspirou o programa "Acredite se Quiser"(que era apresentado pelo ator Jack Palance) - já conseguira uma dessas supostas sereias, que eram em número de sete, e que teriam surgido nas Ilhas Fiji. O museu de Ripley tem essa bizarra criatura à exposição até hoje.A sereia tem circulado como novidade, mas não é. Acredite...se quiser.


veja a foto da sereia