Sábado, Agosto 10, 2002

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Não é só Gregory que ressuscita



JB Online

Internacional : Defunto ’ressuscita’ momentos antes do velório

BORDEAUX, França - Um homem de 60 anos, cuja identidade não foi revelada, passou por uma das mais insólitas situações que se pode pensar em vida - ou mesmo em morte. Paciente terminal de câncer, ele havia sido declarado morto 24 horas antes de, subitamente, voltar a respirar.

Só que a "ressurreição" se deu quando ele já estava dentro do caixão, sendo preparado por um agente funerário da cidade de Bordeaux, na França. Percebendo sinais de respiração, o agente enviou o suposto defunto direto para a ala de reanimação de um hospital local.


[10/08/2002][16:42] Home > Tempo Real

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Sexta-feira, Agosto 09, 2002

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EU, MUNDO

Eu sou o mundo das betoneiras, misturando o cimento para os seus ninhos de tijolos e concreto , tocas e ninhos : nunca mais pássaros Dodô, extintos pelo instinto de destruição humano. Extintos como os gigantescos dinossauros que hoje são pássaros que cantam em gaiolas. Tristezas desde a queda da Bastilha, a tomada de Monte Castelo e a destruição da torre como a décima -sexta carta do baralho dos ciganos; a Torre de Babel, um avião de papel, a Torre de Pizza, um entregador de Pizza, A Torre Eiffel, um avião de aço na terceira casa do Rei e cheque-mate! Caem as torres gêmeas ...
As nações de EU, MUNDO guerreiam como órgãos de um corpo doente, enquanto a natureza agonizante tenta parir vida. Plantas medicinais, a planta baixa do pé de mamão, aqui, na palma da minha mão. Plantas carnívoras e pessoas vegetarianas, arianos e taurinos, o Jardim do Éden numa estufa do Gabão, peixes num aquário, pássaros na gaiola, eros e thanatos, apolíneos e dionisíacos.De São Paulo a Nagoya com escala em Atlanta uma viagem a trabalho, outra a lazer. Esquiando na Suíça, acampando em Yellowstone, tirando a carteira de motorista na Tailândia, vendendo bugigangas em Bangladesh. O Balé Bolshoi, a Ópera de Pequim, o tango de Buenos Aires, o fado do Porto, Portugal a trinta graus, o afoxé dos Filhos de Gandhi. Peregrinando para a Terra Santa, uma cruzada, uma cruz ansada num sarcófago egípicio, um cruzado de direita, caminhos se cruzam num cruzamento de cães ou cavalos clonados. Orando voltado para Meca, um esquimó num oásis no Saara, um beduíno num iglu no Alaska, uma corrida de riquishá em Taiwan vista num televisor chinês comprado no Paraguai. A volta ao EU, MUNDO em um segundo sem sair do lugar, via internet , via intranet, num balão meteorológico, um meteoro em rota de colisão, dois automóveis, duas vidas vêm colidem e se vão. A mentira num telejornal, a verdade num filme, um olhar que se desvia do rádio, ouvidos ignoram a televisão, uma bala ricocheteia em Amsterdã, amanhã. Amanhece em Tóquio, anoitece em Brasília, o EU, MUNDO gira.
Frio na Terra do Fogo, um pesadelo em Ushuaia, um caiaque nas corredeiras, um bugue nas dunas , derretem as geleiras de um coração frio. Um galpão vazio, um cais repleto de contâineres, pobreza em Porto Rico, a riqueza dos espíritos de porco. Cai a bolsa em Nova Iorque, roubam uma bolsa no Rio de Janeiro; em Maio, cai uma velha em Cingapura e estoura a bolsa de uma grávida no México em plena hora da siesta. Uma estação orbital, inverno em alto-mar, um barco à deriva, baleias encalhadas, moças solteiras e engarrafamento na hora do rush.Uma semana no spa. dois anos na prisão, quatro anos na universidade e uma vida inteira de ilusão. Ramadã, Yon Kippur e Helloween, dentro e fora tudo se mistura em mim: monges tibetanos; mafiosos chineses; farsantes ingleses; peregrinos taitianos; contrabandistas de poesia, traficantes de influência; viciados em amor se encontram na primeira página do jornal. Médicos doentes: advogados criminosos;padres pecadores, e ladrões honestos. Inocentes na colônia penal, criminosos numa colônia de férias, guerrilha na Colômbia, paz no Afeganistão. Uma ogiva nuclear, uma ogeriza secular levando a limpeza étnica, a leveza da ética do politicamente correto dos protocolos diplomáticos que caem por terra em combates em alto-mar.Música toca na rádio, televisão, rede, 91,3 megahertz, 100 gigabites de memória amnésica e 10 centímetros cúbicos de overdose nos distraem até que 1000 megatons de medo e ira destroem EU, MUNDO. Um barco vira no lago Ness, uma reviravolta na nossa vida, passagem de ída sem volta. Satélites, antenas e cabos, correspondentes, emissários e parceiros parlamentam na Babilônia. Krakatoa e Vesúvio explodem e jorra lava em Java, uma avalanche, uma enxurrada, um desmoronamento, Dragões de Komodo, Diabos da Tasmânia, recifes de coral, Corais de Recife cantam a mania e o incômodo do Apocalipse. Pelo Expresso do Oriente, o Trem da Morte,ou de Prata, Chile, Peru, Rússia, Seul, o sol da meia-noite, a lua ao meio-dia. A aurora austral para os pingüins, a aurora boreal para os ursos brancos, animais migram, emigram, intrigam. A penumbra na Ungria, a macumba daqui, os zumbis do Haiti, as favelas do Brasil, um enduro pelo deserto de um coração desiludido. Garoas como lágrimas de refugiados albaneses, febre do feno, gripe espanhola, cactus nos trópicos, capitalismo-comunista, um terremoto no Ceará. A Copa do Mundo,as Olimpíadas, as Tropas da Otan, espetáculos e genocídios nos confundem. Marcapasso num eremita, coração de aço por trás da cortina da Dama de Ferro, crimes contra a humanidade, cai a casa e o Muro de Berlim. A Estátua na Liberdade, as Pirâmides do Egito, o Kremlin e o Taj Mahal em cartões postais enveneados pelo racismo. Homens-bomba, assassinatos nas escolas, a falta de escolha nas eleições.Olhos nos olhos, dentes nos dentes, língua na língua: um judeu americano se casa com uma muçulmana afegã e se faz a paz na Terra que eu sou EU, MUNDO!

Terça-feira, Agosto 06, 2002

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.:I:.Areias ao Vento.:I:. Renascido do Inferno

Novamente



Novamente olhar nos olhos que miram, olhar na boca que fala, novamente . Renova-se o ânimo perdido, mente quem diz que não sente o limiar de um novo dia, nova hora, nova sorte. A mente que pensa,a mente que sonha, a mente que sente, sabe que crepusculos e auroras se sucedem e que os dias se passam reticentes...abrem-se parênteses de (felicidadades) e fecham-se em abraços de saudades; a chave do {saber} é o conhecer a si mesmo através dos outros, dois pontos: eu, tu . Pontos que se ligam e formam uma reta, e retas parelelas se encontram no infinito, infinitivos de verbos ainda não conjugados e miríades de substantivos abstratos esperando se encontrar num cruzamento de eixos , para formação de uma frase que torne real a equação (felicidade) = {saber}, quando, um dia, antes da aurora, os olhos mirarem a boca falando "eu amo tu" - e você se saberá feliz novamente -, e ponto final.

Segunda-feira, Agosto 05, 2002

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Hoje é uma noite rara, daquelas em que fica difícil saber o que escrever. Eu não gosto de me repetir, de falar do flamingo que se esconde na minha estante de livros, do chinês invisível que me dá conselhos...e o texto que reservei para hoje é muito longo e o tempo urge pois a cama clama por mim. Eu poderia falar da loucuras que já fiz ou das que deixei de fazer. Dos lugares onde estive, das casas onde morei. Quem sabe dos amores e dissabores...os fatos engraçados...da frase escrita na livraria onde trabalhei, numa suíte : "não há gente, elas precisam de paz". Mas é melhor deitar e voltar a sonhar com um parque no Rio e de assaltantes tentando me pegar enquanto eu fujo para um matagal... onde se escondem pumas e panteras e outros felinos. Talvez o parque fosse um zoológico, quem sabe...

Domingo, Agosto 04, 2002

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Mania de detetive



O meu terrível hábito de descobrir segredos era uma mania secreta, até agora. É evidente que muita teoria existe por trás desse hábito, mas também é evidente que este não é o espaço para divulgá-la. Eu nunca parei para pensar desde quando faço isso. Aos 14 anos fui incumbido pelo meu cunhado de descobrir qual dos seus sócios o roubava na lojinha de congelados e como o fazia. Foi uma cena triste ver aquele homem duas vezes mais velho do que eu chorando a sua inocência. Aos 16 anos flagrei a minha chefa na época reclamando aos colegas da minha distração ; ela mandava em mim mas não era a dona do lugar onde eu trabalhava, portanto não poderia me demitir, mas eu mesmo o fiz. A primeira casa em que morei aqui na Terra Fértil foi uma residencia situada no bairro denominado Cidade Jardim. O nosso vizinho, Vitor "o pirata" (era caolho) costumava demitir domésticas incompetentes e demorava para pagar ...um dia o pequeno cão deles desapareceu; por curiosidade, olhei na construição logo ali em frente...e o cãozinho estava morto ao lado de uma inscrição feita à giz: "pague o que deve". Fácil deduzir que foi a empregada. E, finalmente (mas não somente)eu passei a locar esses thrillers policiais nas locadoras e sistematicamente desvendava as tramas. Dessa fase merece destaque ter matado a trama do filme Os Suspeitos com Kevin Spacey, atitude que deixou a minha mãe, com quem eu assistia a película, indignada "você já assistiu esse filme?" e é motivo de desconfiança até hoje da parte do meu velho Haroldo Júnior "é impossível você ter entendido aquele filme e mais impossível ainda ter deduzido o final". Na dúvida, assistam ao filme, se ainda não o viram, e me digam o que acham. E, finalmente, descobri a senha da minha chefe na no sistema da biblioteca, na primeira tentativa. Mas ela ainda não sabe...

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A biblioteca

Estou de volta à biblioteca, de volta ao labirinto de livros de onde eu nunca saí: o meu inconsciente sempre insiste em continuar vagando por bibliotecas, sebos, bancas de jornais e revistas, revistarias, antiquários, e lugares do tipo. Mês passado sonhei com uma banca de revistas que era maior por dentro do que por fora. O motivo do sonho é evidente,voltei à colecionar algumas revistas da Marvel, publicadas pela Panini. A minha relação com bibliotecas começou na biblioteca do colégio, onde li coleções inteiras do Verne, Asterix, e outros livros. Sempre quadrinhos e literatura foram sinônimos para mim. Eu tinha uma conta na banca do Toninho ( de quem falarei em posts de memórias posteriores) e passava bastante tempo na biblioteca do Centro Cultural